Marketing Político Eleições 2012: 80 milhões de internautas


Nesta eleição teremos o maior número de internautas da história do Brasil. Qual a melhor estratégia para captar votos na web? É a pergunta de um milhão de dólares…
A banda larga nos últimos anos propiciou a maioria dos internautas fácil acesso a todas as plataformas da web. Todos os dias temos notícias do crescimento das ferramentas de busca, encabeçado pelo Google, do e-mail como ferramenta de comunicação nas empresas e das redes sociais. No entanto nas últimas eleições, tirando ações pontuais de alguns candidatos, no Brasil ainda não sentimos a decisão de uma eleição através da internet.
Quando queremos citar algum case, lembramos-nos de Obama, atual presidente norte americano candidato a reeleição que se destacou pela sua performance digital na última eleição, na maior parte ancorada nas redes sociais e não de um brasileiro.
Até dia 6 de julho, data em que todos poderão assumir suas respectivas candidaturas, estamos conversando com vários candidatos que nos procuram e perguntando o que eles pensam sobre as eleições dentro do cenário digital. Uma grande maioria não acredita que votos possam vir dali, portanto quando falamos em estratégias para redes sociais, sentimos uma resistência muito grande por parte de muitos.
Há de se imaginar a dificuldade para os candidatos de primeira viagem ou mesmo os que pretendem se reeleger, já que no dia a dia por mais acesso que temos a tecnologia, ainda assim muitas vezes parece coisa de jovens trocando mensagens inconsequentes ou uma comunicação mais rápida para as empresas no dia a dia.
Saber o que se passa na cabeça do eleitor sempre foi um desafio, que dirá na cabeça dos internautas?
Por outro lado, agências de marketing digital que trabalham focadas em mídias sociais, podem ter dificuldade em atuar na área política, assessorando candidatos.
Em um mundo que é normal pessoas serem contratadas para atuar nas mídias digitais, passando-se por celebridades e agora por candidatos, na maioria das vezes suas opiniões não refletem realmente o que o candidato pensa, porque impressões registradas nestes meios, são extremamente pessoais, muitas vezes ficando claro para os seguidores que não é a própria pessoa que está online.
Uma  outra coisa que assusta a muitos candidatos é que a tendência é a procura por agências mais famosas e conhecidas e que cobram valores mais altos, já que normalmente fazem campanhas para as chapas majoritárias, ficando inacessível para uma grande maioria.
Devemos registrar também que uma estratégia para a web é complexa e diferente das outras mídias eleitorais, alem de que se faz necessário seguir a legislação.
Hoje mais do que nunca no plano de comunicação de qualquer candidato deve haver um espaço bastante grande para atuar na web, pois este é um caminho sem volta. Existe uma pergunta que a gente faz para todos que estão pensando em fazer isto: Você quer ficar no inicio da fila, ou no fim? Quer dizer: você quer ser o primeiro a ter um desempenho excelente e decisivo na web, ou quer fazer isso quando todos já descobriram como se faz isso?